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À medida que crescemos artisticamente procuramos qualidade, cada vez mais próximos daquilo que queremos, na direção que a nossa intuição e inteligência nos projeta. Com o passar do tempo reparo que cada vez mais as imagens que faço vêem ter comigo, não as procuro. Deixo de ser eu no oficio que produzo e cada vez mais unido na relação com o que me rodeia. Sou conduzido pelas imagens do mundo que me rodeia, um filtro, um mediador da beleza. A minha intervenção acontece por estar receptivo, em diálogo com o que vejo, vazio daquilo que sou, atento.

As we grow artistically, we look for quality, closer and closer to what we want, heading where our intuition and intelligence leads us. Over time, I notice that the images I create come to me, I don't look for them. I stop being myself in the craft I make and more united in my connection with the world. I am lead by the images of the world around me, a filter, a middle man for beauty. My intervention happens while being receptive, in dialog with what I see, empty of what I am, aware.